Abrir um restaurante em Belo Horizonte pode ser uma excelente oportunidade para quem deseja empreender no setor gastronômico. A cidade possui forte tradição culinária e um público que valoriza bares, restaurantes, pizzarias, hamburguerias, churrascarias, cafeterias e serviços de delivery.
Porém, para transformar uma boa ideia em um negócio lucrativo, é necessário planejamento. Não basta escolher o cardápio e alugar um imóvel. O empreendedor precisa cuidar da abertura da empresa, das licenças, dos impostos, dos funcionários e do controle financeiro.
Neste artigo, você vai entender como abrir um restaurante em BH e quais cuidados tomar antes de iniciar as atividades.
1. Defina o modelo do restaurante
O primeiro passo é escolher o tipo de negócio que será aberto.
O restaurante poderá funcionar com atendimento presencial, delivery ou os dois formatos. Também é importante definir o público-alvo, a faixa de preço, o tipo de culinária e a capacidade de atendimento.
Antes de começar, analise:
- valor disponível para investimento;
- localização;
- quantidade de funcionários;
- equipamentos necessários;
- fornecedores;
- gastos com aplicativos de entrega;
- capital de giro.
O capital de giro é essencial para pagar aluguel, salários, mercadorias e impostos enquanto o restaurante ainda estiver formando sua clientela.
2. Escolha o endereço com cuidado
O ponto comercial influencia diretamente no sucesso do restaurante. É importante avaliar o movimento da região, a facilidade de acesso, a existência de estacionamento e o perfil dos moradores ou trabalhadores próximos.
Além da parte comercial, é necessário verificar se o imóvel pode receber a atividade pretendida.
Antes de assinar o contrato de aluguel ou iniciar uma reforma, deve ser realizada a consulta de viabilidade do endereço. Essa análise ajuda a identificar se o restaurante poderá funcionar no local e quais exigências precisam ser cumpridas.
Alugar um imóvel sem essa verificação pode gerar prejuízos e atrasar a abertura do negócio.
3. Defina as atividades e os CNAEs
Os CNAEs são os códigos que identificam as atividades exercidas pela empresa.
O restaurante pode precisar de atividades relacionadas ao fornecimento de refeições, venda de bebidas, delivery, produção de alimentos ou realização de eventos.
A escolha deve ser feita com cuidado, pois interfere na tributação, na emissão de documentos fiscais e nas licenças necessárias.
Caso o restaurante venda bebidas, trabalhe com buffet ou produza alimentos para comercialização, essas atividades também precisam constar corretamente no cadastro da empresa.
4. Abra o CNPJ do restaurante
Depois da aprovação da viabilidade, começa o processo de abertura do CNPJ.
Nessa etapa, é necessário escolher a natureza jurídica da empresa. Quando existe somente um proprietário, uma possibilidade é a Sociedade Limitada Unipessoal. Quando existem dois ou mais sócios, normalmente é utilizada a Sociedade Empresária Limitada.
O processo de abertura pode envolver:
- consulta de viabilidade;
- definição das atividades;
- elaboração do contrato social;
- registro na Junta Comercial;
- emissão do CNPJ;
- inscrição municipal;
- solicitação das licenças.
O acompanhamento de um contador ajuda a evitar erros no registro e na definição tributária.
5. Providencie as licenças necessárias
Como o restaurante manipula e comercializa alimentos, ele precisa cumprir exigências específicas.
Dependendo das características do estabelecimento, podem ser necessários:
- Alvará de Localização e Funcionamento;
- licenciamento sanitário;
- regularização junto ao Corpo de Bombeiros;
- autorização para placas e publicidade;
- licença para utilização de espaço externo.
A estrutura da cozinha também precisa seguir normas de higiene, armazenamento, limpeza e conservação dos alimentos.
É importante organizar o Manual de Boas Práticas e os procedimentos internos do estabelecimento, especialmente para orientar os funcionários.
6. Escolha o regime tributário
Os regimes tributários mais conhecidos são Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.
Muitos restaurantes optam pelo Simples Nacional, mas isso não significa que ele será sempre a opção mais econômica.
A escolha depende do faturamento, da folha de pagamento, das despesas e dos produtos vendidos. Restaurantes que comercializam determinadas bebidas e mercadorias também precisam analisar regras tributárias específicas.
Antes de escolher o regime, o ideal é realizar uma simulação com o contador.
7. Organize funcionários e finanças
Restaurantes normalmente contratam cozinheiros, auxiliares, atendentes, garçons, caixas e profissionais de limpeza.
A empresa deve organizar o registro dos empregados, exames admissionais, folha de pagamento, jornada, intervalos, férias e encargos trabalhistas.
Também é fundamental separar as finanças pessoais das empresariais.
O proprietário deve controlar diariamente:
- vendas;
- compras;
- taxas de aplicativos;
- despesas fixas;
- salários;
- impostos;
- desperdícios;
- retiradas dos sócios.
Um restaurante pode ter muito movimento e mesmo assim não gerar lucro, caso não exista controle sobre custos e margens.
Conte com uma contabilidade para restaurantes em BH
Abrir um restaurante em BH exige atenção desde a escolha do endereço até a organização dos impostos e funcionários.
A Servir Contabilidade atende restaurantes, bares, pizzarias, hamburguerias, lanchonetes, cafeterias, churrascarias e outros negócios do setor gastronômico.
Podemos auxiliar na abertura do CNPJ, escolha do regime tributário, folha de pagamento, regularização e acompanhamento contábil do seu negócio.
Está pensando em abrir um restaurante em Belo Horizonte? Entre em contato com a Servir Contabilidade e comece sua empresa com mais segurança.
Servir Contabilidade — Porque Servir faz bem!
Perguntas frequentes
Restaurante pode ser Simples Nacional?
Em muitos casos, sim. Porém, é importante realizar uma análise tributária antes de escolher o regime.
Posso abrir um restaurante somente para delivery?
Sim. Mesmo sem atendimento presencial, será necessário regularizar a empresa e cumprir as exigências sanitárias.
Preciso verificar o endereço antes de alugar?
Sim. A consulta de viabilidade deve ser feita antes da assinatura definitiva do contrato e da realização de reformas.